O aguardado novo single de Violet Grohl, intitulado Cool Buzz, chegou quebrando portas e levantando debates espinhosos.
A faixa antecipa o primeiro álbum da artista e traz uma mensagem afiada sobre os bastidores da música alternativa. Sem meias palavras, ela decidiu confrontar uma realidade excludente que muitas mulheres ainda enfrentam. A liberdade do rock pesado, pelo visto, não tem sido tão igualitária assim na prática.
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A falsa militância no hardcore
Na nova música, Violet alfineta a hipocrisia presente em muitos círculos punk contemporâneos. Ela relata como diversos músicos vendem uma imagem irretocável de defensores de pautas sociais. No entanto, em seus próprios shows e nas tradicionais rodas de pogo, o ambiente continua restrito. Mulheres ainda são frequentemente desestimuladas e taxadas de “delicadas demais” para frequentar o meio.
Com o novo single, Violet Grohl dá um recado direto: ela exige seu lugar e incentiva o público feminino a tomá-lo também. A cantora confessou não ter paciência para músicos homens de sua idade, apontando neles sérios problemas de atitude. Para ela, já passou da hora de muitos baixarem a guarda, ficarem quietos e apenas tocarem suas músicas.

Influências dos anos 90 e som cru
Para acompanhar o discurso inflamado, a faixa entrega guitarras ríspidas dignas dos clássicos mosh pits. Essa estética sonora é intensamente inspirada na cena alternativa do final dos anos 1980 e início da década seguinte.
Artistas icônicas como PJ Harvey, The Breeders, Björk e L7 moldaram grande parte de suas referências criativas. Esse som sujo, autêntico e nostálgico cria a ambientação perfeita para seus versos provocativos.
O que esperar do disco de estreia
O impacto gerado pelo novo single de Violet Grohl é só o começo do que promete ser a era Be Sweet To Me.
O primeiro projeto de estúdio da jovem tem lançamento oficial marcado para o final de maio. Trabalhando com o renomado produtor Justin Raisen, ela esculpiu um álbum que transita da agressividade do grunge a texturas cinematográficas. Fica evidente que Violet forjou sua própria identidade, sem medo de desagradar a cena.
