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O que parecia um sonho distante para os fãs de hardcore e nu metal finalmente se concretizou. Após 22 anos do fim abrupto das atividades, a banda Rodox, liderada por Rodolfo Abrantes, oficializou seu retorno aos palcos para o ano de 2026. A notícia, que parou as redes sociais em janeiro de 2026, foi confirmada pelo próprio vocalista em seu perfil oficial: “O Rodox tá na pista! Eu nem acredito que a gente vai se encontrar na estrada”.

A formação original e o peso da história

Criada em Brasília no ano de 2002, logo após a polêmica saída de Rodolfo dos Raimundos, o Rodox marcou uma geração com uma sonoridade intensa que mesclava rap metal, reggae e rock alternativo. Para esta nova fase, o vocalista cumpriu o desejo que já ventilava em entrevistas anteriores: a reunião conta com os membros da primeira formação.

Estarão ao lado de Rodolfo Pedro Nogueira na guitarra, Patrick Laplan (ex-Los Hermanos) no baixo e Fernando Schaefer (ex-Pavilhão 9) na bateria.

Apesar da euforia, a reunião carrega um tom de saudade pelas ausências de DJ Bob e do baixista Canisso, ambos falecidos em 2023. O envolvimento do tour manager Jeferson Neto, experiente no cenário do rock e da música cristã, reforça que o retorno é um plano sólido de estrada e não apenas um momento nostálgico passageiro.

De Salvador ao renascimento

A trajetória do Rodox foi curta, mas explosiva, rendendo os álbuns “Estreito” (2002) e “Rodox” (2003). O encerramento da banda em 2004 foi marcado por um episódio emblemático em Salvador, onde tensões internas levaram o baterista Fernando Schaefer a destruir seu kit no palco.

Agora, mais de 20 anos depois, o clima parece ser de reconciliação e energia positiva. Pedro Nogueira destacou em suas redes o entusiasmo com a recepção do público, afirmando estarem “amarradões” com o que está por vir.

O que esperar dessa nova fase?

Embora detalhes sobre uma turnê completa ou material inédito ainda não tenham sido totalmente revelados, os fãs já foram orientados a acompanhar o perfil @RodoxOriginals para informações sobre as primeiras datas. A reação nas redes sociais, com comentários como “AVISA QUE TÁ ACONTECENDO”, mostra que o Rodox permanece vivo no imaginário de uma legião de seguidores que esperaram décadas por este capítulo.

Para entender melhor esse retorno, imagine que o Rodox é como um vulcão que ficou adormecido por vinte anos; embora a paisagem ao redor tenha mudado, a energia acumulada sob a superfície é a mesma, e agora a pressão finalmente encontrou uma brecha para uma nova explosão de som.

By Tiago Bandeira

Jornalista, apaixonado por música e pesquisa. Nascido no subúrbio nos melhores dias (ou não). - Pesquisador do Tá na História - Podcaster no Comer, Dormir, Jogar - Administrador da página Memórias do Subúrbio Carioca

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